Com ação, ‘Alien: Covenant’ mostra bom avanço em relação a ‘Prometheus’

Em "Alien: Covenant", uma tripulação encontra a antiga nave Prometheus e um perigoso vírus


 

Fazer uma franquia de sucesso e ressuscitá-la depois de anos tem um grande efeito colateral: inevitavelmente, o público vai comparar a nova obra com o clássico. É o caso de “Alien: Covenant”, que estreia nesta quinta (11).

Dirigido por Ridley Scott, o longa ainda fica longe de “Alien, o Oitavo Passageiro”, clássico de 1979. A obra mostra, contudo, um bom avanço em relação a “Prometheus” (2012), filme anterior que fez com que muita gente saísse do cinema decepcionada.

De qualquer forma, aí vai uma dica importante: assista a “Prometheus” antes de “Covenant”, porque os enredos são bem conectados.

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O Alien aparece sem cerimônias e em várias fases de crescimento em “Covenant” (Foto: Divulgação)

A nova trama se passa em 2104, dez anos após os acontecimentos de “Prometheus”. A tripulação da nave Covenant tem a missão de colonizar um novo planeta. Os cientistas são acompanhardos por Walter (Michael Fassbender), um robô do mesmo modelo de David, de “Prometheus”, só que mais avançado.

Quando acordam da hibernação, os tripulantes captam um sinal humano vindo de um planeta próximo. Estranhamente, é um planeta que parece ter perfeitas condições de vida —mas que os cientistas não tinham encontrado, mesmo depois de anos de pesquisa.

Sob os protestos de Daniels (Katherine Waterston), o capitão Chris Oram (Billy Crudup) decide aterrissar no planeta e buscar a fonte do chamado.

Durante a expedição, a equipe encontra a antiga nave Prometheus que caiu ali. David, o robô do filme anterior, é o único habitante do lugar.

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Não demora para que os cientistas descubram que o planeta é extremamente inóspito: carrega um vírus que dá origem ao Alien, uma criatura forte e hostil. O vírus, aliás, é aquele mesmo que a Prometheus carregava.

O filme mantém a tradição de ter uma mulher em um papel importante —neste caso, Daniels—, mas quem é mesmo o protagonista e faz com que o filme valha a pena é Michael Fassbender, que interpreta os dois dróides.

Com mais ação, “Alien: Covenant” tem mais ação e se aproxima mais de “O Oitavo Passageiro”. A grande diferença é que, como atualmente há tecnologia para criar o Alien e mostrá-lo o tempo todo, o filme novo tem pouquíssimas cenas de suspense (uma das maiores qualidades do filme clássico) e fica mesmo só na ação e nos jatos de sangue.

Avaliação: Bom.

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